segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CRÍTICA | Behind The Door


A consolidação do suspense como o genêro do momento.

Behind The Door
Crítica por V. Henrique de Souza

Em seus quase 5 anos de existência, o cinema habbiano já passou por algumas fases distintas onde um genêro era predominante: no inicio era a Fantasia/Aventura tendo como principal respresentante o premiadissimo O Feiticeiro e a Escrivaninha, com o surgimento da Folha de Pixel deu-se inicio aos filmes enigmáticos como Ultimos, Sem Limites, O Recluso, e o também premiadissimo Le Secret. Junto a predominancia dos filmes de mistério tinhamos Maximixer com o suspense da Saga Buquê e o mestre Apegavel com O Asilo, esses dois deram inicio a assenção do genêro que alcançaria mais tarde muito sucesso com Dark Paradise de ,morango:fox e hoje, com muitos filmes prometidos para o genêro, tem em Behind The Door a sua consolidação como o principal genêro da atualidade.

Todavia o filme de :Lukh é genérico comparado as produções de seus companheiros que investiram no genêro primeiro. Todos apresentaram algo novo e diferente, já Behind The Door não inova e nem surpreende, porém segue a risca os elementos do suspense para alcançar o clima desejado, e o alcança. Pelo lado técnico, o diretor continua excepcional assim como foi em sua primeira produção Diário de um tal de Teddy com uma fotografia e direção de arte muito bem elaborados dentro do genêro o qual o filme pertence: se em DTT as cores fortes, distintas e cenários bem iluminados cabiam naquele ambiente humoristico, aqui cores escuras e frias contribuem para a boa fluência do filme. E assim como ele manteve a boa percepção para estes detalhes visuais, também manteve a extrema qualidade na edição.


O grande problema é que o diretor também manteve aspectos que diminuiram a qualidade  de DTT - de uma forma geral - ao invez de tentar supera-los. Me refiro ao roteiro e a toda sua simplicidade que não conseguem acompanhar o alto nível técnico que o próprio diretor empõe em seu filme, e não estou dizendo que a história é fraca, mas os personagens são. Os protagonistas não foram bem desenvolvidos e é visível que só estão lá para dar continuidade na história, para leva-la até o clímax, ou seja, não foi criada uma indentificação onde haja uma justificativa dramática para que se entenda o porque de exatamente estes personagens serem os condutores da história, logo qualquer outro poderia ser e não faria diferença pro enredo, a história seguiria da mesma forma.


Para alguns pode ser irrelevante esse desenvolvimento da personalidade dos personagens, contudo é preciso entender que os elementos principais de um enredo incluem o personagem, logo não existe história sem eles, e conta-la sem explicar explicita ou implicitamente as motivações, desejos, obstáculos e antagonismos que os protagonistas possuem dentro do universo do filme, acaba por deixar o enredo disconexo, individualista, onde cada elemento da narrativa é dispensável, substituível, apenas para manter o andamento da história.


Ainda sobre o roteiro, outro grande problema foram os diálogos que por algumas vezes estavam em disacordo com a situação ou a trilha sonora, e essa que por sinal oscila entre boa e ma, com um número considerável de músicas e algumas um pouco questionáveis em sua relação com a cena.


É de se esperar que muita coisa ainda está para acontecer nas continuações e ainda pode haver surpresas agradaveis, mas o que eu espero mesmo é que :Lukh não seja mais só uma promessa e se torne de uma vez uma das grandes revelações do cinema, o que falta é ter tempo para escrever seus roteiros e ver que o ótimo filme não é feito apenas com uma ótima história.


Bom

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